Sem Movimentos Rápidos

Welcome to the Jungle Book – an impromptu Search trip with Luke Hynd and Kipp Caddy – featuring an unspoilt coastline of empty lineups and adventure.
Now, this isn’t your ordinary surf trip. It wasn’t all about chasing the perfect barrel (although, that didn’t hurt). It was about exploring an unknown land, understanding a unique culture, and finding out about the world.
“Searching is about finding out about the world, experiencing different cultures and places, while still being able to surf – and maybe you even get to show someone what surfing is.” – Luke Hynd
But let’s get real. Put a surfer by the ocean, and he will spend as much time as he can out in the lineup. Here’s Louie Hynd, making the most of a walled up left-hander.
Kipp Caddy might be a slab hunter at heart, but he sure knows how to have a good time in the smaller stuff.
The best part about this coastline was that it offered a little bit of everything. There was room to get creative, and the boys took full advantage.
On this particular trip, checking the surf wasn’t just a necessity – it was part of the fun.
“A lot of the time, you didn’t even have to park. You’d just drive, check, drive, check, and eventually, decide on somewhere that looked like the best option. That was the hardest part really, choosing.” – Louie Hynd
Not a bad routine, if you ask us.
Kipp, painting lines on an empty blue canvas.
Louie Hynd, eyeing up the landing on this one…
Louie Hynd is an avid fan of skateboarding, and spends a fair bit of his down time rolling wheels on cement. Can you see the influence, here?
On this particular session there was another surfer in the lineup. A rarity, in this part of the world – needless to say, the boys (Kipp, in this particular instance) put on a show for him.
Kipp Caddy, tucked in at sunset.
A true tell-tale of where in the world Kipp and Louie went Searching…
Fishermen on this coastline spend hours upon hours sitting on these perches above the sea, waiting for fish to bite their line.
And when the swell died off or the winds picked up, it was off to the cricket stadium. Locals in this part of the world didn’t know much about surfing – but the cricket? That’s a different story.
“After a session we'd sit on the grass with all the locals playing cricket – cows would come up to us and we never knew what we'd see out there.” – Louie
On a lot of surf trips, when the ocean goes flat it means a deadly spout of boredom. But for Louie and Kipp? It meant it was time to put the boards down, head outside and see another side to this foreign land…
It meant it was time to head into the jungle.
“It’s untouched, and that’s so rare to see in this world, I think. It’s almost like when you leave the coast, you head straight into the Jungle Book.” – Kipp Caddy
”It was surprisingly heavy, Louie thought, as the snake wrapped its thick, sluggish body around his neck, draping itself along his arms and weaving around his back.”
Who would win, do you think, in a staring contest?
A Search trip is about much more than going surfing. It’s about travelling. It’s about experiencing. It’s about putting yourself outside of your comfort zone.
On a Search trip, every day is a day well spent. And when the sun goes down, it’s time to head back, crack a beer, have a laugh and know you’re going to sleep very, very well.
Louie Hynd and a recently sharpened knife…
…with a double-edged blade.
Kipp, drawing impossible lines on a closeout, just because he can.
Style and flair. But, we’re talking about the hair…
“There are a few surfers here and there, but for some reason they’re all Russian and they’re all beginners – they don’t go near any of the waves that you or I would surf.” – Louie
Practice makes perfect, they say, and we say, “Yes!”
 
Kipp Caddy and that almost dramatic style he stamps on every shot he nails…
This is the second time Louie’s visited this particular coastline, and our bet is, it won’t be the last.
Not many of the locals were interested in paddling out with Louie and Kipp, but those that were definitely didn’t regret it. The Search, converting ordinary people into surfers, one nation at a time.
And suddenly, about 27 surfs and 19 coconuts later, it was all over.
Neither Louie nor Kipp were ready to go, per say, but that’s the beauty of a trip this good – you’re never ready to leave, so there’s always a reason to go back.
At the end of a surf trip, if you can walk away with your boards and body in tact, it’s been a great success.
One last drive by, one last teaser for the next time around, and they were gone. Until next time, on #TheSearch…

“Não é venenosa, certo?”

Era surpreendentemente pesada, Louie pensou, enquanto a cobra envolvia seu corpo espesso e lento em torno de seu pescoço, cobrindo seus braços e se movendo por suas costas.

O homem olhou para Louie de sua posição no chão, pernas cruzadas em um tapete trançado, uma cobra a seus pés. Ele o examinou, observando as mechas loiras cacheadas, o rosto levemente bronzeado, a postura aparentemente relaxada. Um sorriso maroto se espalhava em seu rosto. “Apenas um pouco de veneno. Somente falência dos rins”.

Duas semanas atrás, Luke Hynd estava passando o tempo em sua varanda na Gold Coast literalmente de braços cruzados. Seus pés repousavam na grade enferrujada pelo sal, seus olhos fechados. Os ventos do norte estavam soprando, as ondas estavam avançando além dos picos, as águas-vivas estavam invadindo e ir surfar era a coisa mais distante para aquele momento.

“Estava flat e chato e eu estava enlouquecendo” disse Louie. Sua voz se agitou apenas pela lembrança. “Mas então Darcy (Ward) apareceu um dia e comecei a lhe contar histórias de uma trip que havia feito há alguns anos – Não tenho certeza de como surgiu – mas estava dizendo como peguei divertidos fundos de areia e fundos de pedra, incontáveis esquerdas, bons ventos e como era um lugar lindo.”

E então os dois perceberam que, droga, eles não estavam fazendo nada demais.

Então, três dias depois Louie arrastou seu bom amigo e o parceiro da equipe Rip Curl, Kipp Caddy, levou o fotógrafo Ted Grambeau, e subiram em um avião.

“Eu tinha acabado de retornar de uma longa viagem pela Indonésia, ” disse Kipp, quando foi perguntado como se envolveu. “Estava em casa somente por há alguns dias quando recebi uma ligação de Louie. Ele me disse que poderia ter uma viagem de Busca para mim, e que tinha encontrado um pequeno trecho legal de costa que tinha ondas divertidas. Antes que tivesse a chance de pensar sobre isso, estava a caminho de um novo arquipélago.”

A tripulação chegou por volta das 4 horas da manhã e dirigiram para o sul ao longo da costa enquanto o sol começava a nascer. Esta é uma área única, em termos de surf – é um daqueles picos em que você nunca sabe o que vai encontrar.

Há tantos recantos e cantos diferentes que não importa o vento ou as ondas ou as tempestades, há sempre algum lugar para remar e mergulhar. Isso, e lá sem nenhum crowd.

“Quando vim aqui pela primeira vez”, lembra-se Louie, “não havia ninguém. Ninguém mesmo. E agora, está ficando parecido a um local turístico – mas não é um ponto turístico de surf. Há uma grande diferença entre essas duas coisas. Quero dizer, há uns poucos surfistas aqui e ali, mas por algum motivo, eles são todos Russos e todos são iniciantes – eles não chegam perto de nenhuma onda que você ou eu surfaríamos.”

Então, a cada dia os garotos deviam acordar, pular na caçamba das picapes de seus guias e dirigir. A simples estrada costeira, curva, dobra e contorna em linha com o oceano, nunca deixando o azul se perder de vista. A cada curva, os garotos podem ver outra onda, outro recife, sem ter que girar suas cabeças. “Por muitas vezes, você não precisava nem estacionar. Você apenas dirige, vê, dirige, vê, e eventualmente, decide sobre algum lugar que parece ser a melhor opção. Essa foi realmente a pior parte, escolher”.

A rotina? Escolha. Surfar. Sair e encontrar abrigo. Aguardar que a tempestade da tarde se dissipe. Dirigir. Ver. Surfar novamente. Voltar à cidade. Cochilar. Entrar na selva.

Essa última parte – a selva – que foi a verdadeira atração dessa viagem.

Veja, Kipp Caddy é um maníaco caçador de ondas em lajes. Esse é o truque dele. E como você pode dizer, os garotos não estavam exatamente buscando ondas de 15 pés. Então, o que ele estava fazendo lá?

“Meu negócio é surfar lajes e ondas críticas, disse Kipp, “mas no fim do dia, adoro viajar e adoro poder surfar, enquanto visito novos locais. Honestamente? Saber que as ondas não estariam enormes, tornou toda a viagem muito mais relaxante. Pode ficar realmente intenso no processo que leva a uma grande ondulação – todos estão no limite, pré-amplificando sobre quais podem ser as condições, quais pranchas usar, etc, etc. Mas essa viagem não teve nada disso, e saber que as ondas não iam ser divertidas, me deixou ir no meu ritmo – realmente desfrutei do local e das ondas sem todas essas vibrações intensas.”
O lugar. O local é diferente de tudo. E como mencionei antes, a selva. “Depois de surfarmos, íamos ver algumas das partes mais rurais do país. Onde toda a natureza está.” explica Louie…

“Assim que se passa 20 minutos indo para o interior, você esta dirigindo passando por elefantes e macacos e cobras. Você olha pela janela e vê pavões voando. É insano o quanto a natureza está presente. Está intocada, e isso é tão raro de se ver neste mundo, eu acho. É quase igual quando você deixa a costa, você vai diretamente para dentro do Livro da Selva”.

Nenhuma história melhor ilustrará esse Livro da Selva do que a história do Kipp. Ele contou novamente um dia na viagem quando a equipe decidiu sair em um tour no parque nacional, quando um macaco roubou uma câmera de $2500 do Ted. “Era apenas um rapazinho”, disse Kipp, bem animado em relação a sua atitude normalmente apática, “ mas foi tão agressivo que ele não devolvia diretamente a câmera! Nós gastamos quase uma hora brincando de gato e rato com ele, e quando finalmente conseguimos tê-la de volta, ele correu para a bolsa da câmera do Ted e começou a saqueá-la. Ted correu enlouquecido, mas o macaco tinha um gancho de esquerda de ótima qualidade. Ele quase limpou completamente o Ted!”

São momentos como esse…essas experiências aleatórias, essas memórias singulares que formaram essa viagem – e francamente, isso está faltando em muitas viagens de surf atualmente.

“É uma sensação realmente diferente da maioria das viagens” disse Louie “ quando você vai a um lugar único que normalmente você não consideraria para uma viagem de surf. É ir a um lugar para experimentar outra cultura e um lugar selvagem, e além disso você curte ondas divertidas. É bem divertido, surfar em uma área singular como essa. Havia crianças jogando críquete na praia, e estavam todas fazendo espuma porque, na verdade, não tinham visto muito surf”.

Falando de críquete, eles são fanáticos nesta parte do mundo. E apesar do fato que nem Kipp nem Louie serem ávidos por críquete, para dizer o mínimo, ambos acharam divertido o entusiasmo das crianças. “Eles honestamente não davam a mínima para o surf” diz Louie, rindo. “Mas eles ainda aparecem e conversam com você. A primeira pergunta seria sobre sua prancha, e depois eles vão direto para ‘Quem é o seu favorito no críquete?’

“Eu não sou nem um pouco fã de críquete, mas sei que a Austrália estava tendo algo chocante, então eu disse ‘Não a Austrália, estamos jogando uma porcaria!’ E eles adoraram. Ficaram seus melhores amigos quase instantaneamente. ”

Uma parte enorme de toda viagem que você faz está nas pessoas que você encontra. Suas interações e experiências com os habitantes locais moldam o jeito que você fala, e pensa sobre o lugar, na sua volta para casa.

“Eu não sei o que há com esse lugar,” diz Louie, “mas de todas as minhas viagens, encontrei aqui algumas das pessoais mais legais que já conheci. Algumas pessoas dizem isso após uma viagem sem o verdadeiro significado, mas essas pessoas são de fato verdadeiramente altruístas. Eu dei a alguém uma gorjeta e ele quase tentou recusá-la. Disse, ‘Não, nós só queremos ajudá-lo!’ Isso não acontece, em nenhum lugar. E esse país passou maus bocados, então é interessante para mim que as pessoas tenham um coração tão bom e sejam generosas. Não tenho certeza o que é, mas é revigorante.

“Para mim, há duas partes em uma viagem de Busca. Uma metade é ir e encontrar ondas perfeitas sem ninguém ou nenhum crowd. E depois, a outra metade, é ir a algum lugar que você não esperava – um lugar realmente legal – conhecer novas pessoas e, além disso, encontrar ondas. Descobrir o que realmente há nesse novo local, nesse novo país.

“E isso é o que o mundo é – é sobre descobrir o mundo, ser capaz de experimentar diferentes culturas e diferentes lugares, e ainda poder surfar – e talvez você ainda mostre a alguém o que é surfar. Não é apenas encontrar o tubo perfeito.”

Mesmo para alguém como Kipp cuja única finalidade na vida É encontrar esse tubo perfeito, ele também concordou. “Do que se trata a Busca? Bem, essa foi minha primeira vez realmente Buscando, e após essa experiência, eu diria que, para mim, é sobre sair de sua zona de conforto e experimentar novos lugares, pessoas e ondas. É sobre visitar algum lugar completamente novo. Sem expectativas, apenas ir e ver o que encontra. Isso me inspirou a viajar.”

Speaking of comfort zones…

“Falência dos rins!? Tire essa coisa de mim!”

“OK, mas por favor, não faça movimentos bruscos.”

“Oh. Merda.”