Uma cópia do livro “A Megera Domada” está na mesa de jantar do barco Quest 1. Tyler, a caçula da viagem com apenas 16 anos, está estudando textos Shakespearianos para sua escola à distância. A presença desse livro durante uma viagem cheia de garotas em um ambiente selvagem em algum lugar da Indonésia é no mínimo uma grande ironia. A história da grande farça de Bill Spear não está em linha com o que está acontecendo aqui. Tyler não é a Verona, não estamos em 1590 e essas garotas não são megeras.

As garotas encontraram o que procuravam. Altas ondas! Nenhuma delas havia surfado Teahupoo na vida, mas elas encontraram uma bancada que não ficava devendo nada para a famosa onda Tahitiana. “Eu gritava feito uma garotinha”, disse Tyler após ter sido varrida por uma série enorme. “Ela gritava mesmo”, confirma Steph. “Ela gritava feito uma garotinha”. Apesar do susto, ninguém voltou remando para o barco. O único pensamento que passava pela cabeça dela era voltar para o fundo, surfar uma onda da série, colocar para dentro e sair na baforada sem que a parte de cima do biquíni saisse voando.

 

“I’m in Indo for the rest of the month,” the out-of-office replies read, “and you won’t hear from me until I get back.” Perfect. – Tyler Wright

As garotas se divertem com qualquer coisa. Elas levaram um monte de maquiagem e todos os tripulantes tiveram que entrar na onda. Além de dancinhas ao som de hip hop, gargalhadas com as crianças locais faziam as bochechas doerem. As sereias chamam atenção por onde passam. A água aqui é tão azul que vinte metros de profundidade parecem dois metros e os mergulhos sem fim rumo ao fundo do oceano eram uma das brincadeiras preferidas delas.

Aqui as meninas são as rainhas da cocada. Sentadas na proa do Quest 1 o vento balança seus longos cabelos. Elas jantam ao lado de bancadas de coral coloridas, comem sashimi fresco e recitam Shakespeare nos finais de tarde com um lindo pôr do sol no horizonte.

Tyler resume o visual como Shakespeare diria: “Sensacional”